A Ecomarapendi é a ONG (organização não-governamental) responsável pela Recicloteca. Além do centro de informações de meio ambiente e reciclagem, oferece diagnóstico participativo, estudos de impacto ambiental e de vizinhança, treinamento e capacitação. Entre em contato pelo email contato@ecomarapendi.org.br
Fechar janela

Quem tem medo da coleta seletiva?

Vinte e quatro anos atrás, e isso nada tem nada a ver com a Eco 92, fazer coleta seletiva era ao mesmo tempo um desafio pela falta de infraestrutura, coisa de desocupado para a maioria das pessoas que não a entendiam direito e cult entre os ecologistas, que sonhavam em ver o dia que todo mundo faria a separação dos materiais recicláveis.

Hoje a coleta seletiva mudou muito (para melhor!), mas ainda é um enorme desafio. Só que por alguns novos motivos, diferentes de 1992. Atualmente temos muitos especialistas no assunto, livros e manuais, páginas na internet, cursos livres e inúmeros programas governamentais e de ONGs. E tal qual na 2ª Lei de Newton da física, a toda ação corresponde uma reação, ou seja, há pessoas contrárias à coleta seletiva e mesmo à reciclagem.

Apesar de todos os benefícios que a coleta seletiva e a reciclagem são capazes de trazer para a sociedade como um todo, alguns temem o seu crescimento e universalização. Pode-se apontar muitos motivos equivocados, baseados em meias verdades e dados manipulados. A resistência parece defender o lucro de alguns poucos, pois afinal de contas lixo dá muito dinheiro. E é bem mais fácil de obtê-lo de maneira concentrada e eticamente questionável se a coleta seletiva não for adiante.

charge quem tem medo da coleta seletiva

Alegar que a coleta seletiva custa 2, 3, 4 vezes mais cara que a coleta convencional é um argumento histórico contra os sistemas de recolhimento segregado de resíduos. O tipo de caminhão e o volume que carregam em cada viagem são os principais argumentos para justificar um suposto custo maior. Mas é preciso levar em consideração todo o ciclo do lixo. Grandes cidades precisam transferir o conteúdo dos caminhões compactadores para carretas em locais chamados Estações de Transferências, de lá o lixo segue para depósitos distantes algumas dezenas de quilômetros. Os aterros sanitários são instalações temporárias (20 – 25 anos) para receber e armazenar nossas sobras de maneira segura. Todo esse processo tem um custo que a coleta seletiva não possui. É mesmo muito difícil acreditar que a coleta seletiva seja mais cara se demanda apenas parte da infraestrutura, processos e recursos humanos que a coleta de lixo comum.

E para levar o argumento para o lado científico sugerimos a leitura de um texto publicado em 2002 no Informativo 22 da Recicloteca, baseado na tese de Doutorado escrita por Artur Oliveira, pesquisador da UFSC. Ele argumenta com muita propriedade que a coleta seletiva é economicamente benéfica para a administração das cidades. Leia o texto “Quanto custa NÃO ter a coleta seletiva?” e você verá que não há nada de extraordinário no custo da separação de resíduos, muito menos em seu incentivo.

O excesso de lixo só pode interessar a um punhado de empresas ligadas à coleta de lixo comum (seja lixo regular ou extraordinário), que certamente veriam seus altos lucros serem reduzidos a um padrão mais realista se a coleta seletiva realmente deslanchar.

 Saiba mais em nossa página:

A Recicloteca e o enxágüe de recicláveis

Lixo Reciclável é um termo que prejudica a coleta seletiva

Logística reversa tipo SEDEX: rápida e eficiente

Coleta seletiva: ainda uma desconhecida


Agora você pode ser um apoiador do Projeto Recicloteca.

Já imaginou poder contribuir para semear a educação ambiental por aí?

Agora você pode!

Não importa o valor da doação, o que importa é ajudar a difundir informações sobre coleta seletiva, meio ambiente em geral e reciclagem. Todas as doações terão uma recompensa!!

Acesse o site abaixo e saiba mais:
https://apoia.se/recicloteca

Este texto está protegido por uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional
Link para atribuição de créditos: http://recicloteca.org.br/_bak_site_asp_2005/blog/?p=9900

Gostou desse post?

A Ecomarapendi é a ONG (organização não-governamental) responsável pela Recicloteca. Além do centro de informações sobre meio ambiente e reciclagem, oferece diagnóstico participativo, estudos de impacto ambiental e de vizinhança, treinamento e capacitação.

Assuntos relacionados

Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário