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O Rio pode parar!

Na “Semana da Mobilidade” não poderíamos deixar de falar sobre os resultados do V Desafio Intermodal Carioca, realizado pela ONG Transporte Ativo, no início deste mês. Quinze voluntários foram desafiados para percorrer aproximadamente 16Km, saindo às 18h da Central do Brasil, no coração da cidade, passando por um posto de controle na Praça General Osório, em Ipanema e chegando, finalmente, à Praça Antero de Quental, no Leblon.

Para você, qual seria a melhor maneira de se deslocar em um grande centro urbano? Ou, como nos coloca o Desafio Intermodal Carioca: “Qual será o meio de transporte mais eficiente para atravessar a cidade em um horário que milhares de cariocas ficam presos no trânsito na volta para casa?”. Mas, é bom ressaltar que eficiência não significa apenas o tempo despendido ao longo do trajeto. É preciso levar em consideração a poluição ambiental, segurança, conforto, praticidade, entre outros.

Alguns resultados deste ano são, no mínimo, intrigantes. Entre a Praça General Osório e a Antero de Quental, uma distância aproximada de 3Km, tanto a moto, dirigida por um homem, quando a bicicleta, guiada por uma mulher, levaram o mesmo tempo, dezessete minutos. A moto e a conjugação dos modais metrô e bicicleta realizaram todo o trajeto em 49 minutos. O carro demorou dois minutos a mais do que o ônibus, respectivamente com os tempos  86 e 84 minutos. Veja mais na tabela abaixo:

Os modais ônibus e moto foram considerados os mais poluentes. Sendo que a moto foi o veículo que mais emitiu CO2 per capita.

Para dar conta de toda a complexidade do deslocamento nas cidades, a ONG Transporte Ativo não poderia utilizar apenas dados objetivos, como velocidade e tempo. Por isso, existe uma série de quesitos aos quais cada participante atribui nota de 0 a 10 no final do trajeto, como, por exemplo, se o deslocamento foi confortável, se ele se sentiu seguro, se teve algum conflito no trânsito. Posteriormente, os voluntários ainda respondem algumas questões por e-mail.

O resultado de toda esta avaliação é que das seis modalidades mais bem colocadas entre as quinze testadas, quatro utilizaram a bicicleta e outras duas conjugaram metrô com patins e metrô com caminhada. Já os veículos motorizados particulares ou individuais, como moto, carro e taxi (os três últimos colocados), não configuram as formas mais eficientes de locomoção, como bem mostra o relatório.

Se formos comparar com as outras edições do Desafio Intermodal percebemos que a mobilidade no Rio de Janeiro está ficando cada vez mais comprometida. Entre 2006, a primeira edição do Desafio, e hoje, o carro demorou 13 minutos a mais, a junção do metrô com o ônibus 8,5 minutos, a moto 7,7 minutos. Mesmo as bicicletas tiveram sua facilidade de circulação reduzida. Este ano, a bicicleta dirigida por um homem pela rua, assim como em 2006, demorou quinze minutos a mais.

Saiba mais:

Transporte Ativo

Acesse Relatório do V Desafio Intermodal no Rio de Janeiro e das edições anteriores

Assista ao vídeo do jornal O Globo sobre o Desafio Intermodal Carioca

Informações sobre Desafio Intermodal Paulistano realizado pelo Instituto CicloBR

Confira os resultados dos desafios intermodais de cinco capitais brasileiras.

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