O consumo não é novo. Não é uma invenção da sociedade contemporânea. Nós, seres humanos, sempre consumimos os mais diversos recursos do planeta, como água, alimento e minérios. Isto em si não é um problema. O consumo é necessário a nossa vida e todas as espécies consomem.
No entanto, o homem, enquanto ser social, utiliza muito mais do que o indispensável para a manutenção da sua saúde física. O próprio conceito do que é “necessário” é algo que não temos como mensurar. Depende de vários aspectos que fogem às nossas necessidades fisiológicas. Isto é, as necessidades atuais são invenções sociais. Quem vive sem celular? Sem e-mail? Sem música digital? Sem Google? Sem redes sociais virtuais? Sem DVD?
Ou alguém ainda tem máquina de datilografar em casa, vídeo cassete, LP e outras tantas bugigangas que foram sendo criadas e substituídas ao longo das últimas décadas. Claro que algumas pessoas ainda não substituíram esses objetos, assim como hoje muitos leitores ainda relutam em substituir o livro físico pelo virtual.
O problema do consumo hoje é a escala deste associado à cultura do descartável que está nos levando a dilapidar o planeta. Segundo o WWF, em seu relatório Planeta Vivo 2008, a humanidade usufrui 30% a mais do que a capacidade do planeta se regenerar. De acordo com a Global Footprint Network, do inicio do ano até o dia de hoje, nós já usamos 105% do que o planeta pode nos prover este ano. A questão está ficando cada vez mais complicada.
E é justamente sobre isso que o jornalista André Trigueiro discorreu em uma palestra proferida do último TEDx Sudeste. Com uma linguagem eloqüente e provocativa, ele nos leva a refletir sobre o fato de todos os dias levarmos para nossas casas “pequenos pedaços da natureza”. Segundo ele, “sem o consumo consciente não há salvação, não há solução para a humanidade. Nós vamos replicar o modo operante dos gafanhotos, da praga dos gafanhotos, que dizima os recursos naturais não renováveis num planeta que é um só…”.
Outro ponto importante para nossa reflexão é o fato deste modelo de consumo estar sendo ensinado cotidianamente para nossas crianças. Estamos educando os cidadãos do amanhã a consumir o planeta de forma irresponsável. É isso que o Instituto Alana documentou de forma belíssima no filme “Criança, A Alma do Negócio”.
Aqui estamos disponibilizando apenas uma amostra de tudo que este documentário nos fala sobre o mundo infantil.
Precisamos reverter este padrão de consumo.
Cabe a cada um de nós fazer sua parte neste processo.
Seja você também responsável pela
construção de um mundo melhor.
Links:
No site do Instituto Alana é possível assistir e baixar o filme na integra. Vale a pena!
Saiba mais sobre a Global Footprint Network e acompanhe o ritmo de consumo planetário relatado por eles.
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