A discussão sobre questões ambientais também é pertinente à Páscoa, sobretudo quando se leva em consideração o tanto de papel e de embalagens que são utilizados nessa época do ano com ovos e coelhos de chocolate, entre outras guloseimas. Surge, então, a necessidade de reciclar, ou seja, fazer com que esse material utilizado volte novamente para o ciclo de produção, tornando-se mais uma vez matéria prima.
A consultora ambiental do Projeto Recicloteca (ONG Ecomarapendi), Carol Oliveira, destaca que o fato de o material ser reciclável não garante que ele realmente passará pelo processo de reciclagem. “Significa apenas que já foi desenvolvida tecnologia que permite a reciclagem desse material”, explica. Isso porque o que determina o retorno dos materiais para o ciclo produtivo, ou seja, serem processados e voltarem a ser matéria prima, é sua viabilidade econômica. Por isso, explica a especialista, embalagens com processos de reciclagem mais simples, mais difundidos e com melhor valor de mercado têm um potencial de reciclagem maior do que as demais.
Vale à pena prestar atenção nas embalagens de Páscoa. Antes de pensar em enviá-las para a coleta seletiva, reutilize-as. Um simples saquinho pode ser usado no lixo do banheiro; uma caixa pode ser um nicho para guardar lápis, meias, maquiagens; uma folha de papel laminado pode ser o embrulho do lanche das crianças; uma folha colorida pode encapar uma agenda velha; ou, se sua criatividade não estiver muito aguçada, tenha a preocupação de separar cada material e levar a um posto de coleta seletiva de lixo.
“No caso de ovos de Páscoa, dê preferência às embalagens de plástico ao invés das embalagens de plástico laminado (plástico com alumínio em um único material). O processo de reciclagem do plástico laminado é bastante complexo, seu custo é elevado e são poucas as unidades fabris no Brasil que realizam tal procedimento, o que faz com que esse plástico seja material com baixo potencial de reciclagem”, explica Carol Oliveira.
Fonte: Especial Páscoa Terra
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